Permito-me ser Poema, do autor Isaías Erich, é um convite à pausa, ao olhar e ao sentir
Em Permito-me Ser Poema, Isaías Erich nos entrega uma obra que transcende a ideia tradicional de um livro de poemas. Aqui, a poesia não é apenas escrita: ela é vista, tocada, insinuada pelas imagens que acompanham os versos e transformada pela sensibilidade de quem lê. Cada página é um encontro, entre palavra e fotografia, entre silêncio e pensamento, entre a experiência íntima do autor e a interpretação sempre singular do leitor.
Isaías constrói um livro que pede tempo. Não aquele tempo apressado que domina o cotidiano, mas o tempo lento da contemplação; aquele que nos permite sentir antes de entender, observar antes de julgar.
Suas palavras, nascidas a partir de fotografias do cotidiano, devolvem às pequenas cenas da vida uma dimensão poética que muitas vezes deixamos escapar.
Um olhar que transforma o cotidiano em encontro poético
A proposta de Isaías é simples e poderosa: capturar o instante através da lente, e depois atravessá-lo novamente pela palavra. A fotografia, por si só, já é uma forma de conferir importância ao que costuma passar despercebido.
Mas o autor dá um passo além ao traduzir essas imagens em poemas que revelam o que está escondido no gesto, no movimento, no enquadramento, no silêncio.
É dessa fusão: imagem e palavra, técnica e sensibilidade; que nasce a força do livro. Não se trata de ilustrar poemas, mas de estabelecer um diálogo profundo entre duas linguagens que, juntas, convidam o leitor a enxergar mais: mais do mundo, mais de si mesmo, mais do que há por trás de uma cena aparentemente simples.
Dores, silêncios, amores: os múltiplos caminhos da sensibilidade
O autor percorre uma extensa trilha emocional, sem receio de entrar nos lugares mais escuros e doloridos da alma. A obra abraça:
- dores e decepções,
- silêncios impostos e silenciamentos escolhidos,
- incertezas do viver,
- saudades que pesam,
- homenagens que aquecem,
- amores que acolhem e transbordam.
Isaías escreve com honestidade emocional. Seus versos não buscam adornos excessivos nem metáforas artificiais; eles nascem do real, daquilo que todos nós já sentimos em algum momento, e talvez não tenhamos conseguido dizer.
Há poemas que tocam direto na vulnerabilidade, como o que reflete sobre o amor:
“porque o amor não é mero sentir;
não é paixão intempestiva diante de doentios ciúmes a ruir,
Amor é ágape divino a alguém presentear
E, na permuta, abençoar!”
Essa definição do amor como troca, bênção e presença revela o compromisso do autor com uma poética que não é apenas estética: é ética, espiritual e afetiva.
Um livro para ler devagar
Há livros que pedem pressa, há livros que carregam urgência. Não é o caso deste. Permito-me Ser Poema exige algo raro: pausa.
É um livro para ser lido aos poucos, quase como um ritual. Cada poema funciona como uma pequena janela aberta para mundos internos, e as fotografias provocam o olhar, obrigando-nos a reconsiderar a forma como enxergamos o cotidiano.
É um livro para ser relido. Não apenas porque a cada leitura descobrimos algo novo, mas porque Isaías constrói seus versos como quem entrega camadas; algumas superficiais e imediatas, outras profundas e reveladoras.
O leitor é convidado a se permitir: permitir sentir, permitir lembrar, permitir pensar, permitir-se ser poema também.
A presença da imagem como extensão do verso
Um dos grandes méritos do livro é a maneira como Isaías articula fotografia e poesia sem que uma sufoque a outra. As imagens dialogam com os versos, ampliam seu significado e criam um espaço sensorial. São registros do cotidiano, cenas simples, mas que ganham uma aura poética quando associados às palavras.
E ao unir esses elementos, o autor cria um efeito belíssimo: o leitor não apenas lê o poema — ele habita o instante fotografado.
Como no poema:
“Em teus braços,
Meu tempo não tem pressa
Pois repousa a eternidade em amor,
Descansem a paz, proteção e louvor.”
A imagem correspondente potencializa a sensação de acolhimento, tornando a experiência emocional mais concreta e, ao mesmo tempo, mais ampla.
Uma obra que se levanta contra o ritmo acelerado do mundo
O livro funciona quase como um manifesto silencioso. Em um mundo que exige produtividade, respostas rápidas e emoções controladas, Isaías Erich escreve para lembrar que a poesia ainda é um refúgio; e uma forma de resistência.
Ele nos lembra que:
- sentir é legítimo,
- pensar é necessário,
- contemplar é um direito,
- e que a beleza continua existindo, mesmo quando o mundo parece pesado demais.
Ao final da leitura, é impossível não perceber que o autor nos oferece mais do que poemas: ele nos oferece um lugar de respiro. Um território onde a dor encontra linguagem e onde o amor encontra forma.
Permita-se ser poema e descubra o que isso revela em você
Permito-me Ser Poema é, acima de tudo, um convite. Um convite para olhar o mundo com mais delicadeza, para aceitar a vastidão de sentimentos que nos atravessam e para compreender que a sensibilidade não é fragilidade; é força.
Isaías Erich nos entrega um livro bonito, íntimo e profundamente sensível. Seus poemas tocam porque nascem da vida real, das experiências que nos moldam e nos transformam. É uma leitura que acolhe, que provoca e que abre espaço para que o leitor também encontre suas próprias palavras.
Ao terminar o livro, fica clara a sensação de que, por alguns instantes, também nos tornamos poema, e talvez essa seja a maior generosidade do autor.
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