Vivian Belfante: conheça a autora que transforma a imaginação em uma ponte entre gerações
Aos 12 anos, Vivian Belfante venceu seu primeiro concurso literário. A conquista marcou uma relação com a escrita que atravessaria diferentes fases de sua vida, mesmo quando os projetos de publicação ainda pareciam distantes. Anos depois, formada em Arquitetura e Urbanismo e com experiências na fotografia, ela encontrou na literatura um espaço para reunir observação, sensibilidade e imaginação. Em 2026, essa trajetória ganhou um novo capítulo com o lançamento de A Missão de Theon — Na busca pela Boneca de Sangue Púrpura, sua estreia na literatura infantojuvenil.
Para Vivian, uma história não precisa pertencer exclusivamente ao universo infantil ou adulto. Sua proposta é criar narrativas capazes de alcançar diferentes gerações, permitindo que cada leitor encontre significados relacionados às próprias experiências.
Essa perspectiva orienta sua produção literária, marcada pelo interesse por pequenos acontecimentos, relações humanas e possibilidades que surgem quando o cotidiano é observado por outros ângulos.
A imaginação que começou na infância
O interesse de Vivian pela escrita surgiu cedo. Ainda criança, encontrou nas palavras uma maneira de explorar ideias e construir histórias, experiência que ganhou reconhecimento com a vitória em seu primeiro concurso literário, aos 12 anos.
Embora a literatura tenha permanecido presente em sua vida, a publicação de um livro não aconteceu imediatamente.
Sua formação profissional seguiu pela Arquitetura e Urbanismo, área que contribuiu para desenvolver um olhar atento aos espaços, às formas e às relações estabelecidas entre as pessoas e os ambientes.

A fotografia, praticada de maneira amadora, também fez parte desse percurso, ampliando seu interesse pelas imagens e pelos detalhes que frequentemente passam despercebidos.
Na escrita, entretanto, Vivian encontrou uma possibilidade diferente: ultrapassar aquilo que pode ser visto e imaginar histórias a partir de situações aparentemente comuns.
Essa combinação entre observação e fantasia tornou-se uma característica importante de sua identidade criativa.
Uma pergunta capaz de transformar histórias
A expressão “E se…?” ocupa um lugar especial no processo criativo de Vivian.
A partir dessa pergunta, a autora desenvolve possibilidades narrativas que modificam a maneira de compreender personagens, objetos e acontecimentos.
Seu interesse está especialmente nos detalhes do cotidiano, nas relações humanas e nos elementos da natureza que podem despertar reflexões.
Nas crônicas, utiliza frequentemente a prosopopeia, recurso literário que atribui características humanas a objetos, animais ou elementos inanimados.
Ao imaginar sentimentos e pensamentos para aquilo que normalmente não possui voz, Vivian procura apresentar perspectivas inesperadas sobre situações familiares.

Esse exercício permite transformar elementos comuns em protagonistas de histórias, convidando o leitor a observar aquilo que costuma receber pouca atenção.
Para a escritora, a imaginação também pode funcionar como uma maneira de ampliar a sensibilidade diante do mundo.
Uma literatura que aproxima crianças e adultos
A ideia de construir uma ponte entre gerações ocupa o centro da proposta literária de Vivian Belfante.
A autora acredita que uma mesma narrativa pode proporcionar experiências diferentes conforme a idade e a trajetória de quem lê.
Uma criança pode encontrar aventura, mistério e descobertas. Um adulto, por sua vez, pode reconhecer sentimentos, lembranças ou questões que adquiriram outros significados com o passar dos anos.
Essa possibilidade de leitura compartilhada orienta sua aproximação com a literatura infantojuvenil.
Vivian procura desenvolver histórias que respeitem a imaginação das crianças sem limitar o alcance emocional das narrativas.

Sua intenção é permitir que leitores de diferentes idades participem de uma mesma experiência literária, cada um a partir de suas próprias referências.
Nesse sentido, os livros também podem favorecer encontros familiares, conversas e reflexões que continuam depois do encerramento da leitura.
A estreia com A Missão de Theon
Em 2026, Vivian publicou A Missão de Theon — Na busca pela Boneca de Sangue Púrpura, pela Editora Chave Mestra.
A obra apresenta uma aventura que combina mistério e fantasia, explorando temas como amizade, acolhimento das diferenças e cuidado com a Terra.
A narrativa reúne elementos que fazem parte da proposta criativa da autora: imaginação, sensibilidade e atenção às relações humanas.
Mais do que conduzir o leitor por acontecimentos fantásticos, Vivian procura trabalhar valores que possam despertar identificação e reflexão.
O livro também foi apresentado na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em 2026, proporcionando à escritora a oportunidade de encontrar leitores de diferentes idades.
A experiência reforçou sua percepção de que a literatura pode estabelecer conexões que ultrapassam as divisões etárias.
Para Vivian, o contato com uma história começa antes mesmo da alfabetização, quando uma criança escuta narrativas contadas por outras pessoas. Da mesma forma, a leitura pode continuar oferecendo descobertas durante toda a vida adulta.
Novas histórias e diferentes perspectivas
Depois da estreia com A Missão de Theon, Vivian continua desenvolvendo projetos que ampliam sua produção literária.
Entre eles está Mirra, conto natalino com publicação prevista para o Natal de 2026.
Na obra, a autora volta a explorar a personificação como recurso narrativo, utilizando uma perspectiva inesperada para apresentar elementos do cotidiano.
O projeto mantém sua atenção àquilo que normalmente passa despercebido, característica presente também em suas crônicas.
Paralelamente, Vivian trabalha em A Missão de Lana e Léo — O Segredo da Flor Sangue de Lua, nova aventura que pretende expandir o universo apresentado em seu primeiro livro.
A narrativa deverá explorar a permanência dos afetos, dos ensinamentos e do conhecimento diante da passagem do tempo e das perdas.
Com esse projeto, a autora busca aprofundar questões emocionais que podem ser compreendidas de maneiras diferentes por crianças e adultos.
A escrita como espaço de encontro
A trajetória de Vivian Belfante demonstra como diferentes experiências podem contribuir para a construção de uma identidade literária.
A menina que venceu um concurso de escrita aos 12 anos encontrou, ao longo da vida, outras maneiras de exercitar a criatividade, seja por meio da arquitetura, da fotografia ou da observação das relações humanas.
Com a publicação de A Missão de Theon, transformou esse repertório em uma proposta voltada à aproximação entre gerações.
Seus novos projetos indicam o desejo de continuar explorando diferentes formatos narrativos, sem abandonar a atenção aos detalhes e às emoções que atravessam o cotidiano.
Para Vivian, escrever significa dar espaço a perspectivas que nem sempre são percebidas e criar oportunidades para que leitores descubram novas maneiras de compreender o mundo.
Entre aventuras fantásticas, contos e crônicas, a autora desenvolve uma literatura interessada naquilo que aproxima as pessoas, independentemente da idade. Sua proposta é fazer da imaginação um território compartilhado, no qual crianças e adultos possam encontrar histórias diferentes e, ao mesmo tempo, reconhecer sentimentos que fazem parte da experiência humana.
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